Monday, July 17, 2006
Bem que eu desconfiava. Passou minha paixão pelo futebol. Parou minha vontade de torcer para um time. Acabou meu desejo de. Outras paixões podiam ser assim também.
Tuesday, July 11, 2006
Acabou-se
A Copa do mundo acabou. Fiquei triste. Mas a Itália ganhou. E isso foi bom. Para mim, foi uma experiência de inclusão social. Adorei minha versão torcedora. De araque porque nem impedimento eu sabia o que era. Aprendi. Aprendi também o que é um carrinho. Fiquei com o desejo de ter um time para chamar de meu. E ser torcedora nos quatro anos que separam um Mundial do outro. (Juro que eu já sabia que Copas do Mundo acontecem de quatro em quatro anos). Mas talvez o amor pelo futebol tenha sido platônico. Desses que vem, batem e evaporam in thin air. Mas deixam uma nostalgia boa. Será que o melhor amor é do tipo fugaz? Tenho razões para concluir que tem sido assim na minha vida. Como também tenho razões para acreditar no desejo forte de algo duradouro que forme uma história. Tem uma música do Chico que diz "o nosso amor não teve ferida, as coisas boas da vida" (ou algo que o valha). Acho que também quero uma história de amor para chamar de minha.
Monday, July 10, 2006
Nova aquisição
Comprei uma máquina fotográfica dessas de babar. Sempre desejei ter uma, como diria minha mãe, "incrementada". Aí fiquei pensando que tinha que dar um nome especial para ela. Minha sobrinha de 6 anos acha ridícula minha mania de nomear coisas inanimadas. O carro tem nome, o chaveiro de porquinho tem nome, o porquinho de cerâmica também. Provavelmente é mesmo ridículo. Mas não consigo não batizar algumas coisas que adquiro. Nesse caso específico, a tão desejada máquina para a tão esperada viagem demandava um nome muito especial. Durante alguns dias brinquei com a idéia de alguns nomes. Todos devidamente muito esquisitos. Mas não achava nada. Até que ontem me veio o nome da máquina com a maior clareza. Clarice. Porque ela sempre me faz ver coisas novas. E sorrir com os olhos. Por dentro. Me revelando uma compreensão muda das coisas e de mim mesma. Nela me encontro. Com certeza sei que não sou a única. Que bom. Porque ela merece um séquito de admiradores. Bem-vinda Clarice. A outra. Juntas veremos o indizível.
