Acabou-se
A Copa do mundo acabou. Fiquei triste. Mas a Itália ganhou. E isso foi bom. Para mim, foi uma experiência de inclusão social. Adorei minha versão torcedora. De araque porque nem impedimento eu sabia o que era. Aprendi. Aprendi também o que é um carrinho. Fiquei com o desejo de ter um time para chamar de meu. E ser torcedora nos quatro anos que separam um Mundial do outro. (Juro que eu já sabia que Copas do Mundo acontecem de quatro em quatro anos). Mas talvez o amor pelo futebol tenha sido platônico. Desses que vem, batem e evaporam in thin air. Mas deixam uma nostalgia boa. Será que o melhor amor é do tipo fugaz? Tenho razões para concluir que tem sido assim na minha vida. Como também tenho razões para acreditar no desejo forte de algo duradouro que forme uma história. Tem uma música do Chico que diz "o nosso amor não teve ferida, as coisas boas da vida" (ou algo que o valha). Acho que também quero uma história de amor para chamar de minha.

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