Ode as mãos
É verdade que tenho uma predileção por mãos. Presto atenção nelas. Dou valor a elas. Acho delícia mão gordinha de criança. Acho chique mãos com pele alva. Acho que não preciso comentar mãos com esmalte escuro descascado. E dou especial reparo a essa parte do corpo masculino. Enfim, sou uma apreciadora dessas extremidades dos membros superiores. Fico atenta para seu formato, para sua expressão, para quando se movimentam ou descansam suavemente.
Tem gente que nasce com mãos bonitas (e essa atenta observadora é obrigada a dizer que são raros os casos), tem os que nascem com mãos ordinárias e tem também os que deveriam usar luva por puro decoro.
Convenhamos, se as mãos não fossem tão relevantes, não haveria tantas expressões com elas. Certo? E antes que alguém possa meter os pés pelas mãos e dizer que não são tantas assim, mãos à obra.
Atrevo-me a dizer que a gente quase pode julgar o caráter de uma pessoa por elas. Quem tem a faca e o queijo na mão e não faz nada e nem aproveita as oportunidades, não merece muito crédito ou respeito. Porque, às vezes, mesmo com as mãos aparentemente atadas, tem quem consegue ir além. Amigo que é amigo mesmo, e não só purpurina ou farofa, é sempre uma mão na roda num momento de necessidade. E como gratidão é um sentimento nobre que não se ensina, quando uma mão lava a outra, laços são irremediavelmente atados e ninguém fica na mão. É horrível sair de mãos abanando de uma relação, não no sentido material, mas no metafísico mesmo. Ainda mais quando a gente enfia a mão na massa e faz de tudo pra coisa funcionar. Ou não?
Tem gente que nasce com mãos bonitas (e essa atenta observadora é obrigada a dizer que são raros os casos), tem os que nascem com mãos ordinárias e tem também os que deveriam usar luva por puro decoro.
Convenhamos, se as mãos não fossem tão relevantes, não haveria tantas expressões com elas. Certo? E antes que alguém possa meter os pés pelas mãos e dizer que não são tantas assim, mãos à obra.
Atrevo-me a dizer que a gente quase pode julgar o caráter de uma pessoa por elas. Quem tem a faca e o queijo na mão e não faz nada e nem aproveita as oportunidades, não merece muito crédito ou respeito. Porque, às vezes, mesmo com as mãos aparentemente atadas, tem quem consegue ir além. Amigo que é amigo mesmo, e não só purpurina ou farofa, é sempre uma mão na roda num momento de necessidade. E como gratidão é um sentimento nobre que não se ensina, quando uma mão lava a outra, laços são irremediavelmente atados e ninguém fica na mão. É horrível sair de mãos abanando de uma relação, não no sentido material, mas no metafísico mesmo. Ainda mais quando a gente enfia a mão na massa e faz de tudo pra coisa funcionar. Ou não?

1 Comments:
é bom ficar atento
como diria o dito popular, qto maior as mãos...
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