<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173</id><updated>2011-04-21T13:46:02.755-07:00</updated><title type='text'>Lá na Pasárgada</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-6021786149540123627</id><published>2007-11-01T10:29:00.001-07:00</published><updated>2007-11-01T10:32:45.295-07:00</updated><title type='text'>Mostre-se mesmo</title><content type='html'>Ainda sobre a Mostra. Imaginem um cinema lotado, para uma sessão concorridíssima de um filme chinês de um diretor que é a bola da vez. Imaginou? Muito bem. Sessão atrasada, A e B conseguem finalmente entrar na sala após anos de fila para, claro, sentarem praticamente no colo dos atores, numa sala em que a tal legenda eletrônica só pode ser vista a no mínimo 20 metros de distância, tal a ausência de inclinação das cadeiras. Continuou imaginando? Pois nesse clima deu-se o seguinte:&lt;br /&gt;A – Estou morrendo de sede e quero uma bala. Dá tempo?&lt;br /&gt;B – Vai que acho que dá.&lt;br /&gt;Espreme daqui, contorna dali, A consegue chegar até o corredor que leva à saída. Depois de breves instantes, espreme mais um pouco, pisa no pé do cara que sentava ao lado de B, que chamaremos de C, e A consegue retornar ao seu assento, totalmente esbaforida.&lt;br /&gt;B – Comprou?&lt;br /&gt;A – Comprei porra nenhuma, a fila estava gigante e essa merda não tem nenhum bebedor. Vou morrer de sede até o final da sessão. &lt;br /&gt;Eis então que C se manifesta.&lt;br /&gt;C – Quer um gole? (estendendo uma lata de refrigerante por cima de B)&lt;br /&gt;A – Ai, muito obrigada. (Bebe alguns goles e devolve). Deus lhe pague.&lt;br /&gt;C pergunta pra B – Quer um pouco também?&lt;br /&gt;B – Não, obrigada.&lt;br /&gt;B não resiste e completa – Você não é daqui é?&lt;br /&gt;C – Moro em Curitiba, mas nasci em Brasília. Como você sabe? O sotaque?&lt;br /&gt;B – Não, a atitude.&lt;br /&gt;Fiquei pensando na quantidade de candura necessária para um estranho oferecer sua bebida a uma estranha em um cinema. Me pareceu tão surreal, tão surpreendente e ao mesmo tempo tão banal e corriqueiro. E quando foi mesmo que a gente ficou assim? Tão, tão, tão, seria paulistano? Eu não teria feito o mesmo porque 1) me sentiria constrangida de presumir que a pessoa não fosse sentir nojo de colocar a boca na minha bebida, 2) não quereria colocá-la numa situação embaraçosa de, apesar do nojo, sentir-se obrigada a aceitar minha oferta para não transmitir a sua repulsa e 3) porque eu mesma teria nojo para começo de conversa e foda-se que o estupor não providenciou a própria bebida. Mas que boniteza que ainda existe pessoas como C que fazem esse tipo de coisa com a maior naturalidade e outras, como A, que aceitam o gesto, agradecem e ponto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-6021786149540123627?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/6021786149540123627/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=6021786149540123627' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/6021786149540123627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/6021786149540123627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/11/mostre-se-mesmo.html' title='Mostre-se mesmo'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-5030661352660017114</id><published>2007-10-23T14:09:00.000-07:00</published><updated>2007-10-23T15:09:02.349-07:00</updated><title type='text'>Mostre-se</title><content type='html'>A 31a Mostra Internacional de Cinema está a pleno vapor. São simplesmente 461 filmes em cartaz de 19 de outubro a 1 de novembro. Ao todo serão 1.180 sessões. E nem se você tirasse férias e se clonasse conseguiria ver tudo. O que, aliás, poderia ser uma perda de tempo porque nem tudo vale a pena, mas como todas as outras mostras da vida, a gente só descobre depois. No caso, depois de ter perdido o ingresso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico um pouco desesperada nessa época e sempre penso que no ano seguinte com certeza vou tirar uns dias de férias nesse período e com certeza vou comprar a credencial de um milhão de dólares. Nem um nem outro nunca aconteceu e olha que esse é um pensamento anual recorrente. Mas tem males que vêm para o bem. Se eu já fico fazendo uma ginástica emocional absurda para decidir o que ver e quando nas noites depois do trabalho e no final de semana (pela impossibilidade do meu corpo e mente ocuparem mais de um lugar ao mesmo tempo), imagine se o problema se agravasse para o dia todo? E eu tivesse ao meu dispor TODAS as sessões? Acho melhor não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado, tinha porque tinha que assistir aos filmes que com certeza vão entrar em cartaz (e o guia da Folha dá até as datas). Não podia nem aventar a possibilidade de me manter inerte frente a nomes como David Cronenberg, Irmãos Coen, Neil Jordan, para citar apenas alguns desse ano. Simplesmente não podia esperar. Hoje já posso e isso abre espaço para ver os outros. Os estranhos. Os desconhecidos (por mim, pelo menos). Os insuspeitos. Atualmente minha seleção obedece aos critérios mais estapafúrdios. Primeiro vou por diretor (Ainda. Vai que tem um estranho conhecido com mais um longa para me deleitar?). Depois vou por procedência. Por exemplo, vou assistir no domingo a um filme de Burkina Faso. Burkina onde? Exato. Em algum lugar da África. Como é que se pode perder um filme dessa localidade tão pitoresca e provavelmente inóspita, também? Pois é, não se pode. Nessas me meto em algumas encrencas e por vezes tenho surpresas deliciosas. Outro critério é o nome do filme. Domingo fui ver “Todas As Coisas Invisíveis”. Achei o nome lindo, dei uma olhada na sinopse e parti pro cinema. Triste de doer. Pesado de doer. Mas bom. Só acho que nem todas as coisas invisíveis são tão doloridas assim. O filme podia se chamar “Quase Todas As Coisas Invisíveis”, ou ainda “Muitas Coisas Invisíveis”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no fundo o grande barato da mostra para mim são as descobertas, as esquisitices e a fartura. Ah como é boa a fartura. E sempre tem algum aprendizado que extrapola a tela grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, na fila para uma das sessões tinha uma moça na minha frente que puxou papo. Ela era meio perua beirando o cafona. Usava um anel de pedra rosa, jateado, em formato de coração, que combinava com os brincos. Sentiu? Mas não pára por aí. Estava com um salto altíssimo (nada apropriado para uma maratona cinéfila), uma bolsa dessas pequenas (também no tom do anel) que a gente precisa carregar no antebraço. Tudo combinandinho. Enfim, numa escaneada rápida e preconceituosa, diria que ela era desinteressante e perua e que jamais seria vista numa Mostra Internacional de Cinema. Mas lá estava ela. E era interessante. E TINHA a tal credencial para ver TODOS os filmes. E já tinha visto milhares. Inclusive muitos dos que eu queria ter visto. E ainda me deu várias dicas. E no geral foi uma companhia agradabilíssima na espera sempre chatíssima. Logo fiz uma anotação mental de que realmente posso perder muita coisa nessa vida por confiar num julgamento prematuro e preconceituoso que possa fazer a respeito de qualquer coisa ou pessoa. Never judge a book by its cover, baby. Ou julgue, por sua própria conta e risco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-5030661352660017114?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/5030661352660017114/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=5030661352660017114' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/5030661352660017114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/5030661352660017114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/10/mostre-se.html' title='Mostre-se'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-7977138033527653742</id><published>2007-10-09T11:11:00.001-07:00</published><updated>2007-10-09T12:11:22.799-07:00</updated><title type='text'>Os supersensíveis</title><content type='html'>Dizem que a vida é dura para quem é mole. Hmmm. Pode ser. Pode ser que ela seja especialmente dura para os moles. Mas eu prefiro achar que ela é dura e ponto. Não que isso seja necessariamente um drama na maioria das vezes.&lt;br /&gt;Com a dureza da vida, todos lidam de forma diversa. Reclamando, encarando, postergando, ignorando, surtando. O que não falta é gerúndio pro tema.&lt;br /&gt;E já que estamos nessa seara, tem também todo o tipo de pele. Peles mais finas, peles grossas, peles tão grossas que mais parecem crostas de elefante. E dependendo da época ou situação, a espessura da pele pode variar consideravelmente.&lt;br /&gt;Ressalvas feitas, me impressiona e exaspera constatar que os mais afeitos a achaques e melindres normalmente não têm nenhuma consideração pela epiderme alheia. Talvez por suporem que como o mundo lhes deve deferência, o resto da população deva ser composto de paquidermes. Tratam todos com a maior das grosserias e ficam chocadérrimos e ofendidérrimos quando recebem na mesma moeda. &lt;br /&gt;Ora pois, antas são eles!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-7977138033527653742?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/7977138033527653742/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=7977138033527653742' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/7977138033527653742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/7977138033527653742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/10/os-supersensveis.html' title='Os supersensíveis'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-7944689513172679054</id><published>2007-10-02T04:53:00.000-07:00</published><updated>2007-10-09T05:56:52.650-07:00</updated><title type='text'>Ode as mãos</title><content type='html'>É verdade que tenho uma predileção por mãos. Presto atenção nelas. Dou valor a elas. Acho delícia mão gordinha de criança. Acho chique mãos com pele alva. Acho que não preciso comentar mãos com esmalte escuro descascado. E dou especial reparo a essa parte do corpo masculino. Enfim, sou uma apreciadora dessas extremidades dos membros superiores. Fico atenta para seu formato, para sua expressão, para quando se movimentam ou descansam suavemente.&lt;br /&gt;Tem gente que nasce com mãos bonitas (e essa atenta observadora é obrigada a dizer que são raros os casos), tem os que nascem com mãos ordinárias e tem também os que deveriam usar luva por puro decoro. &lt;br /&gt;Convenhamos, se as mãos não fossem tão relevantes, não haveria tantas expressões com elas. Certo? E antes que alguém possa meter os pés pelas mãos e dizer que não são tantas assim, mãos à obra. &lt;br /&gt;Atrevo-me a dizer que a gente quase pode julgar o caráter de uma pessoa por elas. Quem tem a faca e o queijo na mão e não faz nada e nem aproveita as oportunidades, não merece muito crédito ou respeito. Porque, às vezes, mesmo com as mãos aparentemente atadas, tem quem consegue ir além. Amigo que é amigo mesmo, e não só purpurina ou farofa, é sempre uma mão na roda num momento de necessidade. E como gratidão é um sentimento nobre que não se ensina, quando uma mão lava a outra, laços são irremediavelmente atados e ninguém fica na mão. É horrível sair de mãos abanando de uma relação, não no sentido material, mas no metafísico mesmo. Ainda mais quando a gente enfia a mão na massa e faz de tudo pra coisa funcionar. Ou não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-7944689513172679054?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/7944689513172679054/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=7944689513172679054' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/7944689513172679054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/7944689513172679054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/10/ode-as-mos.html' title='Ode as mãos'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-606900519351473524</id><published>2007-09-24T15:23:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T15:25:13.772-07:00</updated><title type='text'>Politicamente incorreto?</title><content type='html'>Acho um saco gente que segue o livro tim-tim por tim-tim. Gente panfletária que na maioria das vezes nem sequer sabe o que está falando ou defendendo.  E o improviso? E o espaço pra espontaneidade? Não tem.&lt;br /&gt;Bem, isso equivale a dizer que sou a favor dos politicamente incorretos, dos que fogem a norma, dos marginais, dos diferentes.&lt;br /&gt;Mas curiosamente, não equivale a dizer que sou a favor de falta de retidão humana e falta de ética. Tenho verdadeiro pavor de falta de integridade e dignidade. Nada mais indigno do que falta de vergonha na cara.&lt;br /&gt;Mas isso é então um paradoxo? Porque se sou a favor dos incorretos, como é que não sou a favor dos amorais? Como é que tenho admiração profunda, dessas de emudecer, por gente que tem moral e consideração por civilidade e alteridade?&lt;br /&gt;Porque uma coisa não é oposta e sim complementar a outra. Só por isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-606900519351473524?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/606900519351473524/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=606900519351473524' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/606900519351473524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/606900519351473524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/09/politicamente-incorreto.html' title='Politicamente incorreto?'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-2061248251574110980</id><published>2007-09-17T13:03:00.001-07:00</published><updated>2007-09-17T13:03:51.416-07:00</updated><title type='text'>Sucesso</title><content type='html'>Tem um monte de gente sem graça, incompetente, acéfala e tudo o mais de ruim que um ser pode ser que faz sucesso. A mídia vai lá, constrói a imagem da figura e o estupor começa a bombar e a encher o fiofó de ganhar dinheiro. Atores e atrizes sem talento nenhum, cantores e cantoras praticamente desafinados e de uma nota só, para citar apenas exemplos na seara das artes.&lt;br /&gt;Mas não é que de repente tem uma gente merecedora que chega lá? Fico tão feliz. Me dá esperança na humanidade. Na vida. Na justiça divina (porque na Terra não existe justiça, a não ser a eventualmente feita com as próprias mãos). O exemplo mais rápido que me vem à cabeça é o do Wagner Moura. Eita ator bom. Eita delícia que é vê-lo em cena. Um ator de detalhes, que mesmo no moedor da novela das 9 construiu um personagem delicioso, desses vilões que a gente não consegue odiar, com um andar que por si só já vale a sentada em frente da TV. Merecedor de cada centímetro do sucesso que está fazendo.&lt;br /&gt;Sem contar que ele faz parte da categoria feio-bonito. Será que sou só eu que acho homens interessantes atraentes? Mesmo que esteticamente falando não sejam nada inspiradores? Que seja.&lt;br /&gt;Tem também a categoria bonito-feio, quando a boçalidade anula qualquer beleza. Mas isso não vem ao caso.&lt;br /&gt;Enfim, muito axé pra você, Wagner.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-2061248251574110980?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/2061248251574110980/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=2061248251574110980' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/2061248251574110980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/2061248251574110980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/09/sucesso.html' title='Sucesso'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-4339503058530705733</id><published>2007-09-10T12:52:00.001-07:00</published><updated>2007-09-11T06:38:31.100-07:00</updated><title type='text'>Pombinhos</title><content type='html'>Era uma moça dos seus vinte e tantos anos. Estatura mediana, corpo mediano, inteligência mediana. O rosto, totalmente comum, desses que vemos aos borbotões no dia a dia e que acabam virando papel de parede em meio aos outros elementos do cenário. Mas Cidinha não tinha essa visão de si mesma. Na linguagem corrente, Cidinha “si achava”, e como tal que acreditava ser, tinha um porte altivo, rebolava excessivamente, carregando consigo um corpo que não condizia com sua atitude. Para completar todo esse cenário ordinário, Cidinha era casada com um moço tão mediano como ela. Mas nenhum dos dois sabia disso, então, tudo bem. &lt;br /&gt;Cidinha e Breno, seu cônjuge, tinham se casado cedo e todas as sandices da juventude tinham sido feitas a deux. Os porres e os pés na jaca em todo tipo de jaca que conseguiam encontrar. Em outras palavras, tinham vivido juntos a rebeldia e o desvario, mas agora que a calmaria começava a se anunciar, não sabiam muito o que fazer um com o outro. E um descompasso começou a se instalar, como se fosse um gás tóxico entrando por uma fresta mínima.&lt;br /&gt;Cidinha começou a olhar para outros caras, Breno nunca tinha parado de olhar para outras garotas. Cidinha fantasiava ir um pouco além dos olhares, Breno considerava parar de ir além e ficar só nos olhares. E assim, sem saber, eles se distanciavam a cada dia. &lt;br /&gt;Foi Breno a notar primeiro o distanciamento. De alguma forma que não sabia como explicar, sentia que sua Cidinha já não era mais tão somente sua. E quando mencionou o fato a ela, a reação de Cidinha não poderia ter sido mais reveladora. Defendeu-se com tanta veemência que ficou claro para Breno, que nem sequer tinha tido a intenção de acusá-la para começo de conversa, que ali tinha. E repente juntou os pontos num flash back veloz, como se formasse uma figura numa cartilha infantil. Ela estava tendo um caso. Provavelmente era alguém do trabalho, já que Cidinha não frequentava muitos lugares. Meu Deus, era o cara que trabalhava no departamento da sua melhor amiga. Aquele cujo nome tinha estado sempre presente em todas as coisas que ela contava do seu cotidiano.&lt;br /&gt;Breno sentiu o gosto amargo de bile subir na boca. Sentiu os olhos turvarem-se e o maxilar enrijecer. Então era isso? Então era assim que ela lhe retribuía toda a sua dedicação, todo o seu amor e companheirismo? Não importava que ele tivesse tido inúmeros casos ao longo dos anos, justamente por isso. Foram inúmeros. Não tiveram a menor importância. Breno nunca tinha comido outras mulheres em todos esses anos de casamento mais do que 1 vez. Mas Cidinha, não. Sua Cidinha tinha um amante só e isso era traição demais.&lt;br /&gt;A partir dessa constatação, Breno passou a não acreditar em nenhuma palavra que ela dizia, mesmo se a ida até a padaria fosse totalmente verdade. Mesmo se o happy hour com as amigas tivesse de fato ocorrido.&lt;br /&gt;Passou a vasculhar a bolsa dela no meio da noite, a ler as mensagens que ela trocava com o amante no celular e ficou com raiva de Cidinha ser tão burra e de se deixar apanhar tão facilmente. Se pelo menos ela se forçasse por esconder a coisa toda, ele se sentiria mais respeitado, mas como Cidinha acreditava que ele acreditava que ela sempre tinha sido e sempre seria só dele, não fazia manobras inventivas para não deixar transparecer as coisas.&lt;br /&gt;E foi então que tudo se deu numa quarta-feira. Cidinha chegou mais tarde com uma desculpa que Breno julgou esfarrapada. Breno fingiu que acreditou. Cidinha disse que tinha uma fome de leão. Breno pediu uma pizza. Comeram a pizza e foram para o quarto. Cidinha disse que precisava de um banho antes de se deitar. Breno fechou cuidadosamente as janelas do apartamento e abriu todas as bocas do fogão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-4339503058530705733?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/4339503058530705733/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=4339503058530705733' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/4339503058530705733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/4339503058530705733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/09/pombinhos.html' title='Pombinhos'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-2463697175390236100</id><published>2007-08-21T10:50:00.000-07:00</published><updated>2007-08-21T10:52:40.248-07:00</updated><title type='text'>Um Caso de Desamor</title><content type='html'>A rua estava finalmente deserta, desabitada. A madrugada se despedia lentamente da manhã, que se anunciava implacável e gloriosa no horizonte. Todos dormiam tranqüilos os últimos instantes da noite, com a exceção de Maria, que mantinha os olhos fixos e marejados na calçada úmida, que avistava da janela do seu quarto. A cada minuto que passava, mais cansada ficava e menos vontade tinha de dormir.&lt;br /&gt;Tinha desistido de precisar o momento anterior à sua decisão de abandonar a festa sorrateiramente, pela porta da frente mesmo, já que todos estavam muito ocupados em celebrar o seu aniversário, esquecendo-se de que ela mesma não estava mais ali, mesmo antes de ter deixado o apartamento.&lt;br /&gt;Não havia o que comemorar. Pensava com ironia nos seus muitos sonhos que tinham sido pisoteados no asfalto gasto e esburacado, nas esperanças que foram carregadas à força pelas enchentes, para depois ressurgirem fétidas e irreconhecíveis no leito do rio. Nos rostos empalidecidos e ausentes que era obrigada a encarar de perto em ônibus abarrotados. Na dor muda dos famintos, que, como ela, tinham fome principalmente de um tempo melhor.&lt;br /&gt;Todos os anos no seu aniversário, orgulhava-se dele coincidir com o da cidade que tinha trocado pela sua terra natal. A cidade com canto de sereia. A cidade que de tão grande não tinha espaço para gente pequena. E gostava de pensar que os fogos de artifício eram para ela, mas hoje sabia que eram apenas isso – um artifício.&lt;br /&gt;De repente, sorriu. Um acalanto certeiro começou a aquecer seu coração. E se sentiu acompanhada na sua solidão, com a certeza de que a cidade também estava exausta e triste com aquela festa feita a sua revelia. Adormeceu. Não havia o que comemorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-2463697175390236100?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/2463697175390236100/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=2463697175390236100' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/2463697175390236100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/2463697175390236100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/08/um-caso-de-desamor.html' title='Um Caso de Desamor'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-5100494220486836213</id><published>2007-07-31T15:47:00.000-07:00</published><updated>2007-08-01T15:20:50.944-07:00</updated><title type='text'>Dolce far niente</title><content type='html'>Fazer nada. Fazer nada é, às vezes, fazer tudo. Tudo o que se quer e se gosta de fazer. Tudo o que a gente vai deixando e deixando pra lá porque não dá tempo de fazer nada porra com tanta coisa pra fazer. &lt;br /&gt;Um dia as férias chegam e a gente tem salvo-conduto pra fazer exatamente coisa nenhuma. E começa a fazer nada um pouquinho pra ver como é que é. Fica lá, finalmente não fazendo. Dá uma respiradinha aqui, outra ali, tudo bem de leve. Oba. Oba? De repente pinta um desespero justamente por isso porque afinal de contas estamos de férias porra e temos que aproveitar pra fazer tudo caralho porque nunca dá pra fazer nada. Então mudamos de rumo, entramos num ritmo vertiginoso de fazer tudo porque nada não dá. E quando a gente menos espera as férias acabam e a gente esteve realmente muito ocupado fazendo tudo. E agora? Agora resta sonhar com as próximas. Juro que dessa vez não vou fazer nada. Tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-5100494220486836213?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/5100494220486836213/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=5100494220486836213' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/5100494220486836213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/5100494220486836213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/07/dolce-far-niente.html' title='Dolce far niente'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-7744204854905895817</id><published>2007-06-29T11:31:00.000-07:00</published><updated>2007-07-02T07:04:26.200-07:00</updated><title type='text'>Vontade Própria</title><content type='html'>Se por acaso você nunca passou pela experiência de um fio de cabelo branco arrancado com um movimento brusco e um grito súbito, não dê nem mais uma letra adiante. Você não tem condições de avaliar a extensão do impacto do primeiro cabelo branco para uma mulher. Está para nascer o cafajeste capaz de traumatizar tanto o nosso amor próprio. O primeiro cabelo branco a gente jamais esquece. Simplesmente porque ele não deixa. &lt;br /&gt;Pode demorar mais, pode demorar menos, mas quando o dia fatídico chega, você está lá desavisada, lépida e faceira, na frente do espelho (sempre o maldito espelho) quando, de repente, tem uma alucinação (ou pelo menos reza com toda a sua força para estar diante de uma desordem dos sentidos). E lá está ele, em toda a sua glória reluzente, que só a cor branca pode proporcionar.  &lt;br /&gt;Depois de devidamente removido, você decide passar por cima do episódio e esquecer tudo, mas é justamente aí que o episódio decide passar por cima de você. É um fato curioso da natureza, mas enquanto cabelos bons demoram mais ou menos entre três e noventa e sete anos para crescer, dã, toda mulher sabe disso, cabelos brancos crescem em progressão geométrica. Ou seja, quando tudo estava quase esquecido acontece o famoso olha-eu-aqui-outra-vez. Daí por diante, é uma luta inglória contra um inimigo de poderes incontroláveis e sem classe nenhuma. &lt;br /&gt;Ele não é do tipo que interfona e toca a campainha, entra sorrateiramente e vai discretamente se instalando, gentilmente dando tempo para você se acostumar. Não. Ele entra mesmo com o pé na porta da frente e se aboleta no lugar mais visível que puder encontrar. Você, indefesa, será forçosamente apresentada a toda uma nova categoria de bulbo capilar: o cuneiforme. E descobrirá que eles estão mais pra toras do que pra fios e que têm vontade própria. Meu Deus como têm vontade própria. O jeito é continuar arrancando aqui e ali. Eles sabem que vão ganhar, você sabe que vai perder, mas não perca a pose. O problema é que eventualmente essa atividade lusitana pode desembocar na calvície. &lt;br /&gt;Mas pense bem, se os fabricantes de xampu não param de tirar da cartola linhas inteiras de tratamento para cabelos com problemas que efetivamente não existem, dia desses vão fazer algo de útil e lançar uma linha para os cuneiformes. E, então, será só alegria. A espuma promoverá disciplina e tintura natural e, com apenas algumas lavagens, os safados outrora cuneiformes voltarão ao estado inicial da mais tenra infância. Pelo menos não custa sonhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-7744204854905895817?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/7744204854905895817/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=7744204854905895817' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/7744204854905895817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/7744204854905895817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/06/vontade-prpria.html' title='Vontade Própria'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-8001104017628566449</id><published>2007-06-14T15:02:00.000-07:00</published><updated>2007-06-28T07:10:52.527-07:00</updated><title type='text'>Tem ou não tem?</title><content type='html'>Fulano tem berço. Cicrano não tem. Beltrano então, nem se fala.  Melhor não comentar. Todo mundo já ouviu isso, até já disse isso quem sabe (eu então, nem se fale). Mas o que esse negócio de ter berço realmente quer dizer? Que o fulaninho em questão teve a sorte não compartilhada por seus compatriotas de ter nascido numa família abastada e de elevado padrão econômico-social? De ter sido balançado sobre material precioso e reluzente quando bebê? Mais ou menos. Porque ter berço mesmo, pelo menos para mim e pra muita gente que eu conheço, quer dizer outra coisa. Uma que não tem nada a ver com ouro nem com saldo bancário. &lt;br /&gt;Na minha cartilha quem tem berço tem educação. Tem compaixão. Tem respeito pelos outros habitantes do planeta. E veja bem, respeito é uma palavra bem ampla. Que inclui um mundo todo de pequenos e grandes gestos. Quem tem respeito não deixa torneira aberta porque a água é escassa e ameaçada de extinção (mesmo em tese podendo pagar uma exorbitante conta no fim do mês). Não pára em fila dupla. Não joga papel no chão. Conjuga a primeira pessoa do plural com a mesma freqüência que conjuga a do singular. Não trapaceia porque é legal fazer os outros de bobos. Não pisoteia e nem espicaça os anteriores na cadeia alimentar. Ter berço não tem nada a ver com ser brega, cafona, rico, pobre, sofisticado ou péssimo. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Ou seja, quem não nasceu em berço de ouro pode ter berço? Com certeza. Quem nasceu em um necessariamente tem? De jeito nenhum. Quem não tem pode comprar? Pode fazer um curso que ensina a ter? Pode dormir sem e acordar com? Não, não e não. Afe, mas então o que faz uma pessoa sem berço? Bem, é triste, mas é verdade. A única coisa a fazer é nascer de novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-8001104017628566449?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/8001104017628566449/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=8001104017628566449' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/8001104017628566449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/8001104017628566449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/06/com-ou-sem-bero.html' title='Tem ou não tem?'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-221301684835863131</id><published>2007-06-05T15:15:00.000-07:00</published><updated>2007-06-06T07:47:05.376-07:00</updated><title type='text'>Les Mots</title><content type='html'>Tenho paixão por algumas palavras. Em alguns casos porque dizem a que vieram, noutros porque é bom a sensação de proferí-las, noutros ainda sem explicação alguma. Afeto, às vezes, a gente não explica.&lt;br /&gt;Aliás, se a gente pensar bem, desafeto até tem algumas explicações, mas afeto, no fundo não tem. Porque você gosta daquele seu amigo ou amiga meio desclassificado, moralmente duvidoso, chato pra ninguém botar defeito ? Vou pular a parte em que citaria o fenômeno de paixões que de tão erradas foram as coisas mais certas que a gente teve por algum tempo (ou muito).&lt;br /&gt;Vamos as palavras. Aqui uma pequena lista das minhas :&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Irremediável.&lt;/strong&gt; A gente tem que se acostumar com ela pra tocar a vida de um jeito mais leve. Porque sabe como é o que não tem remédio.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estapafúrdio.&lt;/strong&gt; Quer coisa que explica mais o que significa ?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bosta.&lt;/strong&gt; Nenhuma merda substititui uma boa bosta quando a gente está fulo. Enche a boca. No bom sentido.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acepção.&lt;/strong&gt; Sei lá, acho bonita.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Embatumada.&lt;/strong&gt; O Houaiss do Uol tá falando que não existe. Vou pesquisar. Mas existe, sim. É aquele bololô que se forma na cavidade abdominal quando comemos demais ou algo que não consegue ser digerido. (Cheguei em casa e pesquisei. O Caldas Aulete offline e em 6 volumes diz que sim, embatumar, verbo transitivo que significa encher de mais)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uó.&lt;/strong&gt; Onomatopéia gênio. Ouvi a primeira vez de um amigo gay de uma amiga da faculdade. Isso foi em outra dinastia. Não sei onde anda ela e muito menos ele, mas eles se foram e o uó ficou. Nada descreve tão bem e suscintamente algo que é, enfim, uó.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esdrúxula.&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.insite.com.br/art/pessoa/ficcoes/acampos/508.html" target="_blank"&gt;"Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente Ridículas."&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Continuo com a lista depois. Contribuições são bem-vindas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-221301684835863131?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/221301684835863131/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=221301684835863131' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/221301684835863131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/221301684835863131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/06/les-mots.html' title='Les Mots'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-8776168892765088818</id><published>2007-05-29T18:22:00.001-07:00</published><updated>2007-05-30T06:51:38.564-07:00</updated><title type='text'>A Cereja do Bolo</title><content type='html'>Leão de &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ouro para todos aqueles capazes de vislumbrar no Festival de Cannes o que talvez seja uma das melhores coisas que ele tem para oferecer. &lt;/span&gt;A desculpa perfeita para dar uma passada em Paris. Ou fazer topless nas pedrinhas quentes da Cotê D'Azur. Ulálá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-8776168892765088818?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/8776168892765088818/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=8776168892765088818' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/8776168892765088818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/8776168892765088818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/05/cereja-do-bolo.html' title='A Cereja do Bolo'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-1749255518544990474</id><published>2007-05-29T14:43:00.000-07:00</published><updated>2007-05-29T18:21:59.951-07:00</updated><title type='text'>O Anel</title><content type='html'>Quem não é publicitário e nem conhece ninguém que circula por esse meio, não vai entender. Quem não leu ou assistiu à trilogia &lt;em&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/em&gt;, também periga não saber do que eu estou falando.&lt;br /&gt;Ressalvas feitas, vamos ao ponto.&lt;br /&gt;Como colocou uma sábia amiga minha outro dia, o desejo e busca por um leão no Festival de Cannes é equivalente à busca pelo Anel de &lt;em&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/em&gt;. Esse desejo desenfreado por fama e glória e aval sei lá de quem e sei lá do que, despertam o que há de pior, de mais pequeno e lamentável na grande maioria dos criativos. (Com exceções, claro. Leia-se gente que não se leva tão a sério assim) E vamos combinar, como o quality assurance da população em geral está deixando a desejar e a maioria dos seres peca no quesito humano, a coisa fica preta.&lt;br /&gt;Cannes é um festival importante, importantérrimo até. Ganhar um leão é o máximo, pode fazer diferença na carreira, trazer reconhecimento coisa e tal, mas é só isso. Nada mais do que isso.&lt;br /&gt;Tem gente que ganha e não merece. Tem gente que não ganha e merece. Tem gente que recebe propostas incríveis de trabalho depois de um leão. Tem gente que não recebe propostas de trabalho depois de um leão (muito menos incríveis). Tem a maioria que concorda que a peça X é o máximo e por isso ganhou. Tem outra maioria que concorda que a peça X é o mínimo e não devia ter ganhado. Tem de tudo. Deslumbrados de Plantão, Rancorosos e Eternos Injustiçados, Bem Intencionados e Marinheiros de Primeira Viagem.&lt;br /&gt;Independentemente da figura em questão, é por vezes curiosíssimo e na maioria delas profundamente aborrecido assistir de camarote às reações que o prêmio suscita.&lt;br /&gt;Particularmente, não vejo a hora do dia 22 de junho chegar e da temporada de caça acabar. Porque convenhamos, &lt;em&gt;my precious&lt;/em&gt;: uma moeda é feita de dois lados e quem dá tanta importância assim pro sucesso terá que dar a devida importância ao fracasso. Haja álcool ou lenço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-1749255518544990474?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/1749255518544990474/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=1749255518544990474' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/1749255518544990474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/1749255518544990474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/05/o-anel.html' title='O Anel'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-4842774943859414298</id><published>2007-05-28T13:37:00.000-07:00</published><updated>2007-05-29T13:53:57.477-07:00</updated><title type='text'>Bem feito</title><content type='html'>Meu desgosto por shopping centers tem aumentado vertiginosamente.&lt;br /&gt;Quando o carro embica na catraca e eu aperto o botão do papelzinho do estacionamento, começo a ficar desconfortável. Apesar de imediatamente guardá-lo num lugar seguro e de fácil acesso, inevitavelmente ficarei procurando em todos os compartimentos da bolsa e da calça e da jaqueta na hora de pagar, com a nítida e crescente sensação de que desta vez perdi mesmo e vou mesmo ter que pagar a multa. É verdade, para pessoas desorganizadas já existe as maravilhas do Sem Parar e eu deveria adquirir um, mas do males, esse é o menor.&lt;br /&gt;A quantidade de grosserias que uma pessoa é obrigada a aguentar num shopping center é diretamente proporcional ao poder aquisitivo dos frequentadores. Em sendo assim, prepare-se para uma saraivada de bolsadas se for ao Iguatemi. Depois de algum tempo lá, fico tão irritada e deprimida com o desprezo do ser humano por seu semelhante, que quero sair correndo. E esse sentimento não é em nada atenuado pelas lojas com coisas maravilhosas e preços exorbitantes. Tem gente que compra malha de três mil reais? Tem comprador para pares de sapato de novecentos? Tem. Provavelmente aquele projeto de perua com salto agulha que quase nocauteou você com sua Louis Vuitton e nem sequer olhou pra trás, nem mesmo para reclamar que você se atreveu a se posicionar no caminho dela.&lt;br /&gt;No meio da tentativa vã de achar algo legal para dar de presente, num preço acessível, você se vê cansada e com fome e aí comete o erro fatal de se direcionar para a praça de alimentação. A comida vai ser cara para o que é, você vai se ver com uma bandejinha em punho e vai ter dificuldade pra arrumar um cantinho onde possa engolir seu pão de batata com um pouco de dignidade. Sem falar do excesso de decibéis que habitam o local. Ninguém merece.&lt;br /&gt;Foi isso que vivi ontem, em pleno domingão. E a experiência foi coroada pela decisão impensada de assistir a &lt;em&gt;Homem Aranha III&lt;/em&gt; no Iguatemi PlayArte. O ingresso é quase tão caro quanto o do repaginado Cinemark, com a diferença de que o cinema é uma mistura curiosa de cheiro de xixi e pipoca com manteiga. E eu vou falar, o filme não ajudou. Eu não estava esperando nenhum Ettore Scola, estava esperando ver um filme de entretenimento, cheio de efeitos especiais, do único jeito possível (para mim) de apreciar o gênero: numa tela bem grande com som &lt;em&gt;dolbi stereo&lt;/em&gt;. Mas nem todo o efeito especial do mundo deixou o filme menos ridículo. Supostamente, o enredo central é o fato do Homem Aranha (vivido por Toby Maguire) se ver confrontado com seu lado negro e ter que resistir a ele e retornar ao louvável caminho do bem. Muita areia é jogada nesse dito enredo “central”. E muita areia não é força de expressão. Tadinho do Toby. Ele não convence como mau e não convence como gostoso. Porque não é. É tudo uma grande baboseira que demora horas pra acabar.&lt;br /&gt;Bem-feito pra mim e minha idéia de jerico de ir ao shopping mais caro por metro quadrado da cidade, em pleno domingo, e ainda assistir a um blockbuster dos mais duvidosos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-4842774943859414298?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/4842774943859414298/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=4842774943859414298' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/4842774943859414298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/4842774943859414298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/05/se-puder-evitarei-todo-custo.html' title='Bem feito'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-8079595497385430912</id><published>2007-05-23T11:55:00.000-07:00</published><updated>2007-05-23T11:57:33.744-07:00</updated><title type='text'>Na Cama</title><content type='html'>&lt;em&gt;Na Cama&lt;/em&gt;, como o próprio título já diz, é um filme que se passa entre quatro paredes, em meio a lençóis, num quarto de motel.&lt;br /&gt;Mas não é exatamente um filme sobre sexo, apesar de sexo não faltar, mas um filme sobre intimidade, que para bom entendedor não tem necessariamente nada a ver com sexo. Porque se pode transar com alguém da forma mais explícita e desinibida e manter o íntimo totalmente resguardado.&lt;br /&gt;Matias Bize conseguiu fazer um filme na cama sem ser vulgar.  Daniela (Blanca Lewin) e Bruno (Gonzalo Valenzuela) se conheceram momentos antes de irem para o motel, quando estavam saindo de uma festa. Ela estava esperando um táxi e ele ofereceu uma carona e sabe como é, né? O trajeto desembocou no motel.&lt;br /&gt;Os dois têm razões pessoais para acreditar, ou ter certeza, de que aquele é mesmo o que se denomina &lt;em&gt;one night stand&lt;/em&gt; e se jogam na relação com prazo determinado para terminar como se não houvesse amanhã. Sem querer, tornam-se cada vez mais íntimos, querendo, se envolvem cada vez mais, com uma liberdade reservada aqueles que não precisarão depois se perguntar “e agora? Socorro. Onde é que isso vai parar?”, simplesmente porque não vai ter depois. Ou seja, o medo do que poderia vir a significar uma intimidade compartilhada ficou pra fora do quarto.&lt;br /&gt;Pra quem não tem medo desse tipo de coisa, não sei o que vai achar do filme, mas pra quem tem, cala fundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-8079595497385430912?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/8079595497385430912/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=8079595497385430912' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/8079595497385430912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/8079595497385430912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/05/na-cama.html' title='Na Cama'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-5482128905313281118</id><published>2007-05-16T14:09:00.000-07:00</published><updated>2007-06-06T07:37:14.334-07:00</updated><title type='text'>Tá implícito</title><content type='html'>Não existe coisa pior do que casal explícito. Gente, amor é muito melhor quando é implícito, sabe? Não, eu não quero saber quantas rotações a língua de ninguém dá durante um beijo demorado enquanto tento tomar o meu vinhozinho na mesa ao lado.&lt;br /&gt;Esse assunto veio à tona depois que li o post do meu amigo no ótimo Man in the Box &lt;a href="http://www.maninthebox.blogger.com.br/"&gt;http://www.maninthebox.blogger.com.br/&lt;/a&gt;. Nada mais uó do que casal que fica se agarrando no meio da via pública, tipo não-posso-me-conter-até-chegar-em-casa.&lt;br /&gt;Pensando melhor, tem coisa pior, sim. Quando o babado vira o que os antigos costumavam denominar de “tatibitati” e eu chamo de falta de ter o que fazer pura e simples. “Moreco, passa a coquinha pra sua tchutchuzinha? Passo, sim, glubiglubi. Mas só se você me dar um beijinho bem molhadinho bem aqui na frente das criancinhas e dos velhinhos indefesos”.&lt;br /&gt;O que me lembra um episódio patético que vivi na faculdade. Estava eu indefesa (eles adoram pessoas em momentos de fragilidade e minoria), cansada e sem carro quando um desses casais bucólicos me ofereceu uma carona. Ela estudava comigo, tinha 3 metros de altura, 5 metros de cabelo e 1 neurônio e ½. Ele não estudava comigo, tinha ½ metro de altura, nada de cabelo e no máximo 1,6 neurônios. Ela era ocidental. Ele, oriental. O local, a avenida da raia da USP, Alto de Pinheiros, São Paulo capital.&lt;br /&gt;Agora vem o desafio, caro(a) leitor(a). Tente decifrar o que a mocinha proferiu, enquanto eu, no banco de trás, tentava ignorar as “bitoquinhas”, os “gemidinhos” e a babaquice generalizada:&lt;br /&gt;“Viti pupi, a ombadinha da upi, faqui, puqui, puqui”. Tudo isso proferido num tom que uma criança de 2 anos teria vergonha de usar.&lt;br /&gt;Hmm, difícil, né? Vou dar uma dica pra ajudar na tradução. A raia é uma avenida que tem diversas lombadas para impedir a alta velocidade dos motoristas e consequentes possíveis atropelamentos.&lt;br /&gt;Conseguiu? Se você é um ser poliglota e a resposta foi afirmativa, quero muito dar os parabéns. Se for uma pessoa normal, aqui vai a tradução: “Viti” do nome próprio Vitor. Até aí, tudo bem. “Pupi”, nunca fui capaz de decifrar a onomatopéia. “Ombadinha”, diminutivo de lombada. “Upi”, sigla equivalente da Universidade de São Paulo, também conhecida como USP, com pe mudo, não se esqueça. “Faqui”, terceira pessoa do presente do indicativo do verbo fazer. “Puqui, puqui”, mais uma onomatopéia que alude ao barulho do veículo ao passar sobre o relevo da lombada. Em bom português de gente: “Vitor, a lombada da USP faz...”, me recuso a escrever o resto da frase.Detalhe, o casal que na época era noivo e ALTAMENTE apaixonado, casou logo após a nossa formatura. Casaram, mudaram, tiveram um casal de gêmeos na sequência e também na sequência tiveram separação litigiosa. Ou você esperava outra coisa num caso desses?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-5482128905313281118?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/5482128905313281118/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=5482128905313281118' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/5482128905313281118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/5482128905313281118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/05/t-implcito.html' title='Tá implícito'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-2449595907560488578</id><published>2007-04-26T07:13:00.000-07:00</published><updated>2007-04-26T07:17:10.854-07:00</updated><title type='text'>Visitinha básica</title><content type='html'>No dia 9 de maio de 2007, nós humildes brasileiros seremos agraciados com a ilustríssima visita do papa Bento XVI, o chefe supremo da Igreja Católica, o Sumo Pontífice da vez.&lt;br /&gt;Ouvi da boca de Willian Bonner (sim, às vezes, assisto o Jornal Nacional enquanto faço alguma outra coisa) que a visitinha do magnânimo senhor vai custar aos cofres públicos a bagatela de oito milhões de reais. Como? Assim? (Confesso que ao ouvir a informação Willian Bonner conseguiu uma expectadora cem por cento interessada em cada vírgula sua).&lt;br /&gt;Notícias também dizem que a prefeitura de São Paulo vai lucrar alto com o turismo (não se anime, a prefeitura, não os paulistanos) e as empresas que produzem de santinhos a livros do Frei Galvão vão recuperar todo o investimento (e os meus impostos, quem recupera?). Além disso, a visita deve gerar mais de 1.000 empregos temporários no município. E isso é bom. Mas convenhamos, o mínimo que um visitante que custa por baixo essa expressiva cifra pode fazer é gerar algum emprego. Não faz mais do que a obrigação.&lt;br /&gt;Olha, eu tenho zero contra o seu Bento, menos ainda contra o credo e a devoção alheia, mas tudo isso é um despautério. Num país de famintos, doentes sem a menor assistência e desabrigados aos borbotões, quantas bocas seriam alimentadas, quantos hospitais equipados, quantas moradias erguidas com esse oito precedido de um belo cifrão e sucedido por seis zeros? O bem estar dessas pessoas não é justamente o que a igreja diz ter como prioridade?&lt;br /&gt;Mais um dado interessante sobre o assunto: as polícias Federal, Militar e Civil e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), sob o comando do Exército se uniram numa força-tarefa primeira classe, e preparam um pesado esquema de segurança para garantir que tudo corra bem com o visitante. Fiquem com inveja traficantes, bandidos e afins. Nunca nada parecido será destinado a vocês.&lt;br /&gt;Ê, laiá.  Como diria Prince: “I don’t wanna be the president, I’d rather be the pope. I don’t wanna be the side effect, I’d rather be the dope”. E dá-lhe ópio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-2449595907560488578?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/2449595907560488578/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=2449595907560488578' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/2449595907560488578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/2449595907560488578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/04/visitinha-bsica.html' title='Visitinha básica'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-2355613034229393851</id><published>2007-04-23T06:46:00.001-07:00</published><updated>2007-04-24T14:15:46.134-07:00</updated><title type='text'>O Cheiro do Ralo</title><content type='html'>&lt;em&gt;O Cheiro do Ralo&lt;/em&gt;, de Heitor Dhalia, é um filme estranho. As personagens são estranhas, o protagonista é pra lá de estranho e a metáfora que dá nome ao filme, apesar de ser de uma precisão cirúrgica, é no mínimo exótica.&lt;br /&gt;Lorenzo, representado por um Selton Mello na sua melhor forma, é um cara escroto, que se regozija profundamente com sua escrotidão, a melhor de todas as qualidades, segundo ele parece pensar. Como diz, é um homem frio, que aprendeu a ser frio pela necessidade do oficio. Lorenzo compra objetos usados para depois revendê-los. Tripudia das pessoas que chegam até ele, despreza e trata com escárnio a “história” que os objetos à venda possam conter. Se por um acaso você tivesse um objeto pra negociar com Lorenzo, seria melhor que ele não tivesse história, porque isso iria baixar o preço e renderia insultos.&lt;br /&gt;Lorenzo também é apaixonado por uma bunda. Veja bem, uma bunda e só. Não chega nem a ser por uma bunda que por acaso vem com uma mulher de lambuja, muito menos por uma mulher que tem uma bunda incrível. Não. Ele é obcecado pela bunda em si, como entidade separada do resto do corpo com nome “impronunciável”, que ele nunca consegue sequer registrar.&lt;br /&gt;Lorenzo também tem uma ex-noiva. O casamento era pra dali a um mês. Os convites já estavam na gráfica. “Porque sabe como é mulher, se bobear os convites vão logo pra gráfica”. E com a coitada ele realmente se esmera na sua escrotisse.&lt;br /&gt;O filme tem cores lavadas, excesso de tons de terra, mesmo quando mostra as blusas floridas da dona da bunda mais incrível do paraíso. Extremamente acertado. Combina. Faz eco ao que se passa na tela.&lt;br /&gt;O filme tem um diálogo afiado, muito bem escrito, daqueles que provocam risos às vezes meio constrangidos. Aliás, acho que o cinema todo achou o filme muito mais engraçado do que eu. (Superegos menores que o meu?) Não que não tenha rido ou gostado. Mas, às vezes, o espanto era tanto que não conseguia rir.&lt;br /&gt;O filme já valeria o ingresso pela atuação de Selton Mello e por alguém ter finalmente concretizado na telona a obsessão masculina pela parte inferior traseira do lombo do corpo feminino. Mas ele é mais do que isso. Pra quem quer ver a dimensão humana em todo aquele fedor, pra quem quer perceber o trágico de Lorenzo, de seus fornecedores, de sua vida, de sua própria história, que com certeza é o motivo dele desprezar tanto os objetos encharcados dela (e consequentemente seus donos).&lt;br /&gt;Talvez seja por isso que em alguns momentos eu não tenha achado o filme tão engraçado assim. Seria cômico se não fosse trágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: o Bill Gates é bem diferente de Lorenzo. Não gosta de bunda. O Word desse laptop se recusou a adicionar a palavra ao dicionário. Pensei que era algum puritanismo que não permitia termos vulgares. No entanto, aceitou que eu adicionasse “escrotisse” e “escrotidão” sem a menor hesitação. Por que será.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-2355613034229393851?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/2355613034229393851/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=2355613034229393851' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/2355613034229393851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/2355613034229393851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/04/o-cheiro-do-ralo.html' title='O Cheiro do Ralo'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-6276483615812534904</id><published>2007-04-20T12:17:00.000-07:00</published><updated>2007-04-20T14:33:20.426-07:00</updated><title type='text'>Uma questão de pinças</title><content type='html'>Recebi por e-mail uma frase muito sábia:&lt;br /&gt;"Amigas são como pinças, a gente até pode ter um monte, mas só uma ou duas são ponta firme". E não é que é?&lt;br /&gt;Quantas vezes precisamos de uma pinça d-e-s-e-s-p-e-r-a-d-a-m-e-n-t-e e não tem nenhuma à vista?&lt;br /&gt;Quantas vezes achamos que estamos abafando de pinça nova (e sempre cara, porque mulher acha que quanto mais cara a pinça, mais firme a ponta) e ela só faz se perder da nossa necessarie?&lt;br /&gt;Quantas vezes recorremos aquela tal pinça que só faz cortar o pêlo ao invés de arrancá-lo?&lt;br /&gt;Ou pior, puxa, causa dor e não arranca coisa nenhuma?&lt;br /&gt;Mas sei lá, nem só de pinças ponta firme vive uma mulher.&lt;br /&gt;Então, a gente vai colecionando uma dourada e menorzinha aqui, uma com a ponta em diagonal ali, uma alemã (que dizem serem confiabilíssimas), uma do camelô e outra que não sabemos de onde surgiu.&lt;br /&gt;Porque, às vezes, é melhor um pêlo fora do lugar cortado rente do que um pêlo dando sopa no lugar errado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-6276483615812534904?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/6276483615812534904/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=6276483615812534904' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/6276483615812534904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/6276483615812534904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/04/uma-questo-de-pinas.html' title='Uma questão de pinças'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-4979954486641393991</id><published>2007-04-19T12:20:00.000-07:00</published><updated>2007-04-20T12:28:52.756-07:00</updated><title type='text'>Adios Los 3 Furones</title><content type='html'>Os argentinos também têm fila. Filas de 9 quarteirões para entrar em estádios de futebol. E os argentinos também furam fila. Ou tentam. Mas não conseguem quando 2 brasileiras iradas gritam “Los 3 Furones!” “Fuera!” e o pessoal da organização do Quilmes Rock 2007 gentilmente os removem das imediações.&lt;br /&gt;Pois é.&lt;br /&gt;Nem eu acredito que fiz um bate volta com minha amiga para ver o show do Aerosmith em Buenos Aires no último final de semana. Tudo bem que quando compramos o pacote e os ingressos a lenda dizia que eles não viriam ao Brasil, mas até agora me espanto com a extravagância. Coisas que servirão de orgulho pros netos.&lt;br /&gt;Deu pra sentir um cheiro de Buenos Aires, que visivelmente já viu tempos melhores (nunca vi tanto carro caindo aos pedaços por metro quadrado) e visivelmente é muito bonita, com ruas largas e arborizadas (ou extremamente estreitas). Uma cidade baixa, comme il faut.&lt;br /&gt;Não, não comi carne boa em Buenos Aires. Nem de las vacas, nem de los chicos. Não demos suerte com nosso bife de chorizo e papas fritas. Estava frio e meio duro. Mas a vista em Puerto Madera era linda e um bife sempre fica mais mastigável quando o horizonte colabora. (o mesmo costuma acontecer com los chicos)&lt;br /&gt;Voltando ao nome do festival, pra quem não sabe (eu não sabia), Quilmes é uma cerveja. Ruim, amarga, como todas as cervejas. Não adianta. Pra mim cerveja boa é cerveja na garrafa. (Com exceção da Stella, não sei bem porque).&lt;br /&gt;O show foi emocionante, principalmente porque me deu uma nostalgia braba do show que vi em 1994 no Hollywood Rock. Ficava tendo flashbacks dos amigos, do estádio do Morumbi, de um tempo em que tudo era futuro e sonho. Tanto o Steven Tyler quanto eu estávamos em melhor forma. Na época eu era morena e sem maquiagem e ele morena também, com muita maquiagem. Hoje continuo morena, com um pouco de maquiagem e ele virou casaca, está loira, mas a maquiagem continua firme e forte. Sem falar do Botox. Dele, veja bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-4979954486641393991?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/4979954486641393991/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=4979954486641393991' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/4979954486641393991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/4979954486641393991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/04/adios-los-3-furones.html' title='Adios Los 3 Furones'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-2468020754259877995</id><published>2007-03-28T06:24:00.000-07:00</published><updated>2007-03-28T07:15:11.397-07:00</updated><title type='text'>Ainda sobre Santiago</title><content type='html'>Luiz Carlos Merten escreveu sobre &lt;em&gt;Santiago&lt;/em&gt; hoje no Caderno 2 do Estadão. Como eu, ele também amou o filme, sem falar com essas palavras, óbvio, talvez porque não seja do seu feitio, talvez porque não é assim que se escreve num jornal. Mas como esse é o meu espaço e eu ocupo ele do jeito que bem entender, disse e repito que A-M-E-I o filme (e não porque o considerei um filme de amor). Mas estou divagando.&lt;br /&gt;Merten abordou pontos muito interessantes, lembrou Visconti, falou do quanto o elemento tela escura e sem som salta aos olhos e aos ouvidos do espectador, lembrou o que João Moreira Salles tinha dito do filme ser auto-explicativo, mas no final da matéria/crítica disse que o tema de Santiago era o "do espaço morto da casa do pai". Porque todos morreram, e Santiago diz &lt;em&gt;C'est tout!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Você vai me desculpar, Luiz Carlos, não tenho nem de longe a sua erudição ou conhecimento do assunto, mas o tema pode até ser o do espaço da casa do pai, mas o do espaço vazio, morto, não.&lt;br /&gt;Sim, muitos morreram, Santiago, inclusive, seus personagens aristocráticos, os donos da casa. Mas o espaço da casa do pai, que eu vou preferir adjetivar de vazio, está vivo, vivíssimo. A vida, aliás, permeia o filme de cabo a rabo, pulsante na memória do diretor, na sua busca de resgatar as lembranças e histórias da casa onde passou da sua infância aos 20 anos, na memória de Santiago, na sua tarefa herculana de fazer reviver suas figuras nobres.&lt;br /&gt;De morto esse espaço não tem nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-2468020754259877995?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/2468020754259877995/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=2468020754259877995' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/2468020754259877995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/2468020754259877995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/03/ainda-sobre-santiago.html' title='Ainda sobre Santiago'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-1682195771281493227</id><published>2007-03-26T14:59:00.000-07:00</published><updated>2007-03-26T15:03:31.283-07:00</updated><title type='text'>Quando o príncipe vira sapo</title><content type='html'>Tá. Eu sei. Todas nós sabemos. Príncipes não existem (ou princesas, whatever). Mas não é que vire e mexe a gente pensa que urrú, finalmente encontrou um? E é tão bom mandar o cinismo e a descrença verem se a gente tá lá no enforcamento de pistas da Bandeirantes quando vira Anhanguera. Mas, sol nasce, sol se põe e kabum, o príncipe já não parece tão principesco assim e já está assustadoramente semelhante a um súdito qualquer. Beleza, a gente pensa, saímos do delírio, é bom ter um pé na realidade, de perto ninguém é perfeito (mentira, tem uns que de perto são mais perfeitos ainda), o cara é legal, é bom ter companhia pro cinema e pro travesseiro coisa e tal e assim por diante e adiante assim. Porém, todavia, no entanto, não obstante, súdito, sim. Sapo, nunca. Porque mulher nenhuma é obrigada a aprender a coaxar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-1682195771281493227?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/1682195771281493227/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=1682195771281493227' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/1682195771281493227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/1682195771281493227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/03/quando-o-prncipe-vira-sapo.html' title='Quando o príncipe vira sapo'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-1881681818799691589</id><published>2007-03-25T18:44:00.000-07:00</published><updated>2007-03-28T06:23:49.859-07:00</updated><title type='text'>Santiago</title><content type='html'>O documentário &lt;em&gt;Santiago&lt;/em&gt; de João Moreira Salles é, sobretudo, um filme de amor. Foi apresentado pela primeira vez em São Paulo hoje, 25 de março de 2007, no 12º. Festival Internacional de Documentários &lt;em&gt;É Tudo Verdade&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;No jornal dizia que o diretor estaria presente na sessão. E como admiro muito o seu trabalho e aprecio os artigos que ele eventualmente escreve no Estadão ou na Revista Piauí, fiz questão de comparecer e não permiti que a preguiça de um domingo ensolarado e a alegação de que o filme com certeza entraria em cartaz falassem mais alto.&lt;br /&gt;Vou pular a parte da fila transamazônica para pegar o ingresso, fila exaltada para comprar um mísero copo d’água, fila mais acalorada ainda para entrar na sala de projeção. (Creio que o assunto foi amplamente abordado no post anterior).&lt;br /&gt;Vamos ao que interessa.&lt;br /&gt;Logo de cara fiquei decepcionadíssima quando Amir Labaki disse que João Moreira Salles não estava lá por conflito de agenda ou sei lá o que. Então, Walter Carvalho (aquele da fotografia estupenda de &lt;em&gt;O Céu de Suely&lt;/em&gt; e de tantos outros, &lt;em&gt;Santiago&lt;/em&gt;, inclusive) leu uma carta que João Moreira Salles tinha escrito para a ocasião. Nada de mais, agradecimentos, etc e tal.&lt;br /&gt;Mal sabia eu, antes do filme começar, que o diretor estaria presente, sim, o tempo todo, de uma maneira bastante pungente e como não me lembro de ter tido a oportunidade de presenciar em outro filme. Explico. O filme conta a história de Santiago, que foi mordomo da família Moreira Salles durante muitos anos na mansão que eles tinham na Gávea e que Santiago gostava de pensar que se parecia com o Palazzo Pitti (a majestosa construção em Florença onde fica o Giardino Bobolli, que abrigou a dinastia Medici do século XVI ao XIX).&lt;br /&gt;O filme em PB é construído basicamente por imagens da mansão já desabitada e vazia e de uma seqüência de 5 dias (acho que 5, talvez 9, não me lembro ao certo) de gravações no apartamento minúsculo de Santiago no Leblon, quando esse tinha mais de oitenta anos (hoje está morto), captadas há mais de 13 anos.&lt;br /&gt;Santiago é uma figura deliciosa. Um homem argentino que, pelo que pude supor falava diversas línguas (muitas vezes tive dificuldade de entender seu português com sotaque carregado e me vali da legenda em inglês). Santiago passou a vida a compilar a história de famílias nobres e de personalidades das mais variadas e das mais diversas procedências. Histórias de pessoas que ele admirava ou até desprezava, num trabalho minucioso e impressionante. Datilografando e registrando incansavelmente fatos dos mais diversos na sua máquina de escrever, que no filme aparece em sua cozinha diminuta.&lt;br /&gt;Como ele mesmo diz, praticamente não via ninguém no dia-a-dia, e também pouco saía do apartamento há mais de 20 anos. No final de sua vida, Santiago era um homem sozinho, mas não pense nem por um minuto que era solitário. Deixa isso bem claro ao acariciar os milhares de páginas de manuscritos dessas histórias da nobreza mundial, cuidadosamente empilhadas e arrumadas com fitas de cetim vermelha que encomendava de Paris. Todos esses calhamaços eram meticulosamente organizados e dispostos numa estante em seu quarto. E, uma vez por semana, esses personagens saíam para “passear” pelo apartamento, para tomar um pouco de “ar fresco”.&lt;br /&gt;Santiago era um homem bastante culto, conhecedor de música, que tocava piano e era apaixonado por mestres como Rafael e Giotto. Como será que adquiriu essa cultura? Na convivência com a família Moreira Salles e seus ilustres convidados? No início do filme ele conta uma viagem à Itália e uma longa estada em Piedimonte, na casa de uma avó. Não fica claro o quanto de escolaridade ele teve, nem tampouco como se tornou mordomo, mas certamente todo seu vasto conhecimento vinha de uma busca incansável por conhecer esses personagens que teimava em fazer reviver, ou melhor, em manter vivos. Ouso dizer que era como se Santiago vivesse numa atemporaliedade, suspenso no ar, gozando de uma memória vivíssima e pouco comum a pessoas de sua idade.&lt;br /&gt;Poderia citar ainda muitos detalhes desse homem tão singular, tão autêntico, que usava fraque para tocar piano quando os patrões não estavam porque, afinal de contas, como conta para o então menino João, tratava-se de Beethoven. Mas a beleza do filme não está somente na figura maravilhosa do personagem/pessoa que Santiago é. E sim na intimidade que é revelada.&lt;br /&gt;Intimidade do diretor enquanto diretor em busca de realizar o projeto de um filme, na intimidade de um homem que revela memórias da sua vida, da sua casa de infância e adolescência, de sua família, de seus irmãos. Ele é o narrador, que vai nos contando o plano inicial do documentário, como ele provou ser inadequado uma vez na ilha de edição, como voltou a ele depois de 13 anos. O título do festival é emblemático do filme, porque é um documentário sem máscaras, que mostra erros, desacertos, indecisões e indagações do processo todo.&lt;br /&gt;É a voz do diretor, na primeira pessoa, que nos conta o filme inteiro, que serve como fio condutor e que vai generosamente revelando seu processo criativo, suas dúvidas, suas emoções. Mas de quem seria aquela voz que falava na primeira pessoa? Ao final do filme, o narrador “diretor”, conta-nos o que o seu irmão Fernando tinha escrito a respeito da morte do pai de ambos, mas, na realidade, descobre-se nos créditos que Fernando Moreira Salles era quem falava como se fosse João e que, portanto, leu como se fosse o irmão algo que ele próprio tinha escrito. Durante as filmagens com Santiago, ouvimos apenas a voz de uma mulher (que esqueci o nome) e, portanto, acabamos por ter a impressão que era ela que “dirigia” o filme, dando instruções ao personagem do que fazer, de como se portar, pedindo para repetir trechos, fazer determinadas coisas. Onde estava João Moreira Salles? Não era ele quem estava dirigindo o filme? O que fazia quando todas aquelas imagens estavam sendo captadas? Não sei, não tenho como responder. Mas isso pouco importa. Por que ele estava ali, sim, talvez da maneira mais veementemente presente que podia estar. Porque o filme é sobre ele também, e isso não é camuflado em momento nenhum. O texto/roteiro que ouvimos é dele, a história de Santiago se mistura com sua própria.&lt;br /&gt;Por que João Moreira Salles resolveu um dia fazer um filme sobre Santiago? Por que ele era uma figura ímpar? Um material em potencial preciosíssimo? Sim, certamente, mas em minha opinião, principalmente por amor. No final da sessão o filme foi, com razão, calorosamente aplaudido. E creio eu saímos todos também apaixonados por essa bela história de amor, de memória, de nostalgia. Obviamente falo por mim, apesar de suspeitar que o mesmo tenha acontecido com muitos dos presentes. Saí com a alma e o coração agradecidos pela experiência vivida. Plena de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-1881681818799691589?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/1881681818799691589/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=1881681818799691589' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/1881681818799691589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/1881681818799691589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/03/santiago.html' title='Santiago'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-4736094045221460573</id><published>2007-03-22T14:02:00.000-07:00</published><updated>2007-03-26T10:13:47.674-07:00</updated><title type='text'>Sobram seres, faltam humanos</title><content type='html'>OK. O planeta é superpovoado. As filas de tudo que é lugar são de proporções dantescas. Quer pegar um cineminha pra assistir aquela estréia que você aguarda há meses? Dá-lhe fila. Desistiu da estréia e optou por aquele filme que você pretende ver também há meses e está provavelmente prestes a figurar, com sorte, só na prateleira da videolocadora? Mais fila pra você. E esses são apenas dois exemplinhos muito singelos da ampla variedade de filas que um ser bípede respirante tem que encarar. É um saco? Não preciso responder. É inevitável? Normalmente. Mas o fato é que elas confirmam que os seres humanos continuam loucamente cuidando da perpetuação da espécie. Em tese, da humana. Agora, por que cargas d’água a parte humana da equação se perde na grande maioria das vezes e só sobram seres grosseiros, autocentrados, fascistas, carreiristas e covardes? It’s beyond me. Provavelmente por que esses seres grosseiros, autocentrados, fascistas, carreiristas e covardes têm o desejo incontrolável de passar para frente seu material genético defeituoso. E, assim, os seres abundam cada vez mais. Há esperança? Claaaro que não. Então, se você faz parte da minoria absoluta e segredada de humanos: 1) sifu (porque desconfio que os Outros são muito mais felizes, apesar de execráveis), 2) nunca perca de vista quando reconhecer na massa um semelhante. Eles são raros e estão em extinção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-4736094045221460573?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/4736094045221460573/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=4736094045221460573' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/4736094045221460573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/4736094045221460573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/03/sobram-seres-faltam-humanos.html' title='Sobram seres, faltam humanos'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-3086242820258308301</id><published>2007-02-23T11:51:00.000-08:00</published><updated>2007-02-23T11:52:44.122-08:00</updated><title type='text'>Pecados Íntimos</title><content type='html'>O final infeliz de uma história é capaz de invalidá-la por completo?  Infeliz na sua acepção de desastroso? Na vida, um final desacertado para uma grande história não a invalida em hipótese alguma, pode ser lamentável, mas não diminui o que ela teve de memorável até o seu desfecho. Às vezes, muito pelo contrário. No entanto, quando se trata de um filme, não podemos deixar de pensar que o diretor errou na mão, que optou pela saída mais fácil e moralista, e de sair do cinema morrendo de raiva.&lt;br /&gt;Foi assim que me senti no final de Pecados Íntimos, que figura na corrida ao Oscar 2007 com a indicação de Kate Winslet ao prêmio de melhor atriz. Realmente, ela está ótima no papel de Sarah Pierce, uma dona de casa com formação de antropóloga que quer se convencer de que não faz parte do entorno sufocante e vazio das vidas das outras donas de casa que freqüentam o mesmo parquinho onde leva sua filha pequena diariamente. Winslet nos presenteia com uma interpretação sensível e verdadeira, construindo com habilidade essa personagem tão sem rumo e tão desconfortável na sua própria pele.&lt;br /&gt;Desde o começo do filme, aliás, fica estabelecida uma atmosfera de angústia e desespero, que o diretor Todd Field muito habilmente vai deixando cada vez mais densa. A economia de trilha sonora é muito interessante e imprime por vezes um silêncio ensurdecedor, um silêncio que ecoa do íntimo de personagens profundamente infelizes e solitárias. Além disso, a presença de um narrador um tanto irônico, vai carregando com a sua hábil voz as cores da narrativa e os detalhes íntimos das personagens. Field nos mostra suburbanos de mente estreita, cheios de preconceitos e terrores, alguns alimentados pelo medo real de ter a integridade de seus filhos maculada com a volta de um ex-presidiário para a comunidade, homem que havia cumprido pena por exposição indecente a menores. Atente para a antológica cena da piscina pública.&lt;br /&gt;O fio central da trama é o romance entre a personagem Sarah (Kate Winslet) e Brad Adamson ( interpretado pelo fraquíssimo Patrick Wilson). Brad é um homem belo, sustentado pela mulher documentarista (Jennifer Connelly), que por estar desempregado, cuida do pequeno Aaron enquanto a esposa vai trabalhar. Um homem sem perspectivas, com uma mulher que não o valoriza, que cobra mudamente e o tempo todo o dinheiro que ele não traz para casa. O filme traça uma crítica social clara, e também apresenta um alerta vigoroso para o que acontece quando abrimos mão do que é mais precioso nas nossas vidas. Nós mesmos.&lt;br /&gt;Mas e o final de que falei no início? Nos últimos 10 minutos o filme desanda completamente.  O passo transformador é quase dado, os laços falsos quase rompidos, mas há um recuo no último instante e a história acaba da maneira mais suburbana possível, no seu sentido mais pejorativo. Saí do cinema irada. Como um filme que é uma crítica a falsidade institucionalizada acaba dessa forma? Quase como se anunciasse a possibilidade premente de punição para o mau comportamento de uns, de retratação de outros? Tudo errado. Muito errado, pensei. Mas, no dia seguinte, não pude deixar de me questionar se a errada no fundo era eu. E que, na realidade, o final não poderia ter sido outro porque aquelas pessoas tinham há muito ultrapassado a porta que levava a saída. Não sei. Fica aqui a dúvida. Há sempre a leitura de que justamente o final constitui a crítica mais contundente do filme.&lt;br /&gt;Enfim, vá, assista e decida por você mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-3086242820258308301?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/3086242820258308301/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=3086242820258308301' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/3086242820258308301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/3086242820258308301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2007/02/pecados-ntimos.html' title='Pecados Íntimos'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-116060436287265672</id><published>2006-10-11T14:56:00.000-07:00</published><updated>2006-10-11T15:06:02.913-07:00</updated><title type='text'>Ponta Firme</title><content type='html'>Veja só. Pense bem. Qual a característica que você mais presa num amigo?&lt;br /&gt;Garantia de risada? Companhia pra balada? Cúmplice para um surto no shopping? Ferrenho opositor ao tal surto no shopping e consequente sangria da conta bancária?&lt;br /&gt;Todos são válidos e ótimos, mas bom mesmo é amigo ponta firme. E são tão raros. E a gente acaba sempre descobrindo que normalmente são aqueles que de certa forma negligenciamos, que não têm estado presente nas risadas, nas baladas e muito mesmo no shopping.&lt;br /&gt;Porque para surto ou prevenção dele há aos borbotões, mas na hora do vamos ver, do vem-cá-que-eu-estou-precisando, cadê? Foram para a balada.&lt;br /&gt;Sou super a favor da balada, mas mais a favor ainda dessa estirpe rara de gente que comparece quando tem que comparecer. Que sempre percebe a diferença entre um estou-deprê-a-vida-é-um-porre de um caralho-estou-precisando-de-você. Para vocês, poucos e queridos, pode chamar. Sempre. Estou a postos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-116060436287265672?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/116060436287265672/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=116060436287265672' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/116060436287265672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/116060436287265672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2006/10/ponta-firme.html' title='Ponta Firme'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-115921211340945269</id><published>2006-09-25T12:10:00.000-07:00</published><updated>2006-09-25T12:21:53.416-07:00</updated><title type='text'>A culpa é dos hormônios</title><content type='html'>A TPM, também conhecida como uma mistura de desejo incontrolável de assassinar o próximo e compulsão ao choro convulsivo é um mal que ataca muitas mulheres. Pelo menos dizem. Será? Eu sempre achei que era mais uma dessas siglas da modernidade que denominam descoberta nenhuma mas que nomeiam algo que ocorre desde que o mundo é mundo e que foram criadas para vender remédios, revistas, manuais de auto-ajuda e a parafernália usual.&lt;br /&gt;Achava, mas agora estou cá com as minhas dúvidas. Nada como ser solapada por ela para mudar de opinião. Explico. Tomei pílula por muitos e muitos anos e, portanto, tinha todos os meus hormônios sob controle medicamentoso. Ai que saudades. Parei a pílula e não é que comecei a sentir os tais sintomas descritos no início do post? E eles sempre coincidem com os dias que antecedem a menstruação? Hmmm.&lt;br /&gt;O fato é que estou vivendo um desses períodos. E me perguntando se ela não é de verdade mesmo. Não que antes tivesse duvidado das outras mulheres sofredoras, apenas me parecia que tudo era chamado de tpm. O trânsito, o mau humor por falta de chocolate, biscoitos amanteigados e sexo.&lt;br /&gt;Refletindo sobre o assunto, sendo ela verdadeira ou não em toda a sua potencial magnitude, o fato é que ela tende a ser uma excelente desculpa para não dar nomes a certos bois. Praticamente uma muleta social e eterna aliada como desculpa para qualquer destempero.&lt;br /&gt;Foi grossa? Explodiu sem ter razão? Fale que está de TPM. Eu estou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-115921211340945269?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/115921211340945269/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=115921211340945269' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115921211340945269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115921211340945269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2006/09/culpa-dos-hormnios.html' title='A culpa é dos hormônios'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-115888372130627686</id><published>2006-09-21T17:05:00.000-07:00</published><updated>2006-09-21T17:14:47.586-07:00</updated><title type='text'>Reeditado</title><content type='html'>Apresentei esse humilde blog para um amigo. O mesmo do jantar. E ele me deu uns toques para futuros posts e delineamento geral desse espaço. Segue como ele acha que o post anterior poderia ter mais a minha cara:&lt;br /&gt;Confesso que tenho uma certa penchant para o humor ácido, o mau humor tácito, a língua ferina, o tédio viscoso. por isso estou curiosa pra ver O Diabo Veste Prada, que marquei de assistir com um amigo queridíssimo na sexta. E também tenho uma fantasia de ser bem ruim. Tento não ser. Mas, às vezes, sou. Ponto. Tambám adoro jantares. Por isso vai rolar um jantarzinho depois. Sou boazinha também. No bom sentido. Mas a questao é que a maldade é sedutora. Assisti ao trailer na web e adorei Meryl. Ruim de doer, falando muito suavemente e baixo. Porque quem tem poder e é ruim fala baixo. Não grita. Nunca. Gritar é para os sem poder que nunca encontram audiência para suas palavras. Depois conto o que achei do filme. E também tem Stanley Tucci. Grande ator. Tão grande que tendo a achar sua careca quase sexy. Ah, em tempo: Adoro Prada. Não me refiro àquelas bolsitchas pavorosas e falsifiquê de camelô, mas dos vestidos, dos óculos escuros. Adoro o diabo também, mas isso é outra história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-115888372130627686?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/115888372130627686/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=115888372130627686' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115888372130627686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115888372130627686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2006/09/reeditado.html' title='Reeditado'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-115878225695150036</id><published>2006-09-20T12:52:00.000-07:00</published><updated>2006-09-20T12:57:36.963-07:00</updated><title type='text'>E o Diabo Veste?</title><content type='html'>Marquei de assistir O Diabo Veste Prada com um amigo queridíssimo na sexta. Depois vai rolar um jantarzinho. Estou supercuriosa. Adoro o diabo. Adoro Prada. Claro que não estou me referindo aquelas bolsitchas pavorosas e falsifiquê de camelô, mas dos vestidos, dos óculos escuros, enfim. E também tenho uma fantasia de ser bem ruim. Às vezes, sou. Tento não ser. Sou boazinha também. No bom sentido. Mas confesso que tenho uma certa &lt;em&gt;penchant&lt;/em&gt; para o humor ácido, o mau humor tácito, a língua ferina, o tédio viscoso. Assisti ao trailer na web e adorei Meryl. Ruim de doer, falando muito suavemente e baixo. Porque quem tem poder e é ruim fala baixo. Não grita. Nunca grita. Gritar é para os sem poder que nunca encontram audiência para suas palavras. Depois conto o que achei do filme. E também tem Stanley Tucci. Grande ator. Tão grande que tendo a achar sua careca quase sexy.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-115878225695150036?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/115878225695150036/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=115878225695150036' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115878225695150036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115878225695150036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2006/09/e-o-diabo-veste.html' title='E o Diabo Veste?'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-115878162994430313</id><published>2006-09-20T12:42:00.000-07:00</published><updated>2007-03-22T14:34:42.154-07:00</updated><title type='text'>Mulheres Bá</title><content type='html'>Adoro as mulheres, adoro minhas amigas, adoro o universo feminino, mas tudo isso junto ao mesmo tempo agora nunca dá muito certo. Principalmente no ambiente profissional. Porque a TPM tende a rolar solta. E o pior, junta. Tipo toda a mulherada começa a menstruar na mesma data. Pavor. Já os homens. Ah, os homens. Adoro. Em todos os sentidos. E sou muito mais uma alta dose descontrolada de testosterona do que o tititi característico de um bando de mulheres juntas. Se pudesse, só trabalhava com homens, e umas poucas pitadas de mulheres. Do tipo que não tem medo do seu lado masculino, objetivo, pão, pão, queijo, queijo. E nada de pão light e queijo branco. Pão de verdade. Queijo de verdade. Amarelo, comme il faut.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-115878162994430313?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/115878162994430313/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=115878162994430313' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115878162994430313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115878162994430313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2006/09/mulheres-b.html' title='Mulheres Bá'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-115315061527059641</id><published>2006-07-17T08:34:00.000-07:00</published><updated>2006-07-17T08:36:55.270-07:00</updated><title type='text'>Efemeridades</title><content type='html'>Bem que eu desconfiava. Passou minha paixão pelo futebol. Parou minha vontade de torcer para um time. Acabou meu desejo de. Outras paixões podiam ser assim também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-115315061527059641?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/115315061527059641/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=115315061527059641' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115315061527059641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115315061527059641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2006/07/efemeridades.html' title='Efemeridades'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-115265186278084985</id><published>2006-07-11T13:55:00.000-07:00</published><updated>2006-07-11T14:04:22.790-07:00</updated><title type='text'>Acabou-se</title><content type='html'>A Copa do mundo acabou. Fiquei triste. Mas a Itália ganhou. E isso foi bom. Para mim, foi uma experiência de inclusão social. Adorei minha versão torcedora. De araque porque nem impedimento eu sabia o que era. Aprendi. Aprendi também o que é um carrinho. Fiquei com o desejo de ter um time para chamar de meu. E ser torcedora nos quatro anos que separam um Mundial do outro. (Juro que eu já sabia que Copas do Mundo acontecem de quatro em quatro anos). Mas talvez o amor pelo futebol tenha sido platônico. Desses que vem, batem e evaporam &lt;em&gt;in thin air&lt;/em&gt;. Mas deixam uma nostalgia boa. Será que o melhor amor é do tipo fugaz? Tenho razões para concluir que tem sido assim na minha vida. Como também tenho razões para acreditar no desejo forte de algo duradouro que forme uma história. Tem uma música do Chico que diz "o nosso amor não teve ferida, as coisas boas da vida" (ou algo que o valha). Acho que também quero uma história de amor para chamar de minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-115265186278084985?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/115265186278084985/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=115265186278084985' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115265186278084985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115265186278084985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2006/07/acabou-se.html' title='Acabou-se'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-115255544690295640</id><published>2006-07-10T11:09:00.000-07:00</published><updated>2006-07-10T11:17:26.910-07:00</updated><title type='text'>Nova aquisição</title><content type='html'>Comprei uma máquina fotográfica dessas de babar. Sempre desejei ter uma, como diria minha mãe, "incrementada". Aí fiquei pensando que tinha que dar um nome especial para ela. Minha sobrinha de 6 anos acha ridícula minha mania de nomear coisas inanimadas. O carro tem nome, o chaveiro de porquinho tem nome, o porquinho de cerâmica também. Provavelmente é mesmo ridículo. Mas não consigo não batizar algumas coisas que adquiro. Nesse caso específico, a tão desejada máquina para a tão esperada viagem demandava um nome muito especial. Durante alguns dias brinquei com a idéia de alguns nomes. Todos devidamente muito esquisitos. Mas não achava nada. Até que ontem me veio o nome da máquina com a maior clareza. Clarice. Porque ela sempre me faz ver coisas novas. E sorrir com os olhos. Por dentro. Me revelando uma compreensão muda das coisas e de mim mesma. Nela me encontro. Com certeza sei que não sou a única. Que bom. Porque ela merece um séquito de admiradores. Bem-vinda Clarice. A outra. Juntas veremos o indizível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-115255544690295640?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/115255544690295640/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=115255544690295640' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115255544690295640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115255544690295640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2006/07/nova-aquisio.html' title='Nova aquisição'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30602173.post-115194661096472261</id><published>2006-07-03T10:08:00.000-07:00</published><updated>2006-07-03T10:10:10.976-07:00</updated><title type='text'>Vou-me</title><content type='html'>Qualquer dia desses eu vou-me e aí eu quero ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30602173-115194661096472261?l=lanapasargada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lanapasargada.blogspot.com/feeds/115194661096472261/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30602173&amp;postID=115194661096472261' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115194661096472261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30602173/posts/default/115194661096472261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lanapasargada.blogspot.com/2006/07/vou-me.html' title='Vou-me'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14926969303647454866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
