Tá implícito
Não existe coisa pior do que casal explícito. Gente, amor é muito melhor quando é implícito, sabe? Não, eu não quero saber quantas rotações a língua de ninguém dá durante um beijo demorado enquanto tento tomar o meu vinhozinho na mesa ao lado.
Esse assunto veio à tona depois que li o post do meu amigo no ótimo Man in the Box http://www.maninthebox.blogger.com.br/. Nada mais uó do que casal que fica se agarrando no meio da via pública, tipo não-posso-me-conter-até-chegar-em-casa.
Pensando melhor, tem coisa pior, sim. Quando o babado vira o que os antigos costumavam denominar de “tatibitati” e eu chamo de falta de ter o que fazer pura e simples. “Moreco, passa a coquinha pra sua tchutchuzinha? Passo, sim, glubiglubi. Mas só se você me dar um beijinho bem molhadinho bem aqui na frente das criancinhas e dos velhinhos indefesos”.
O que me lembra um episódio patético que vivi na faculdade. Estava eu indefesa (eles adoram pessoas em momentos de fragilidade e minoria), cansada e sem carro quando um desses casais bucólicos me ofereceu uma carona. Ela estudava comigo, tinha 3 metros de altura, 5 metros de cabelo e 1 neurônio e ½. Ele não estudava comigo, tinha ½ metro de altura, nada de cabelo e no máximo 1,6 neurônios. Ela era ocidental. Ele, oriental. O local, a avenida da raia da USP, Alto de Pinheiros, São Paulo capital.
Agora vem o desafio, caro(a) leitor(a). Tente decifrar o que a mocinha proferiu, enquanto eu, no banco de trás, tentava ignorar as “bitoquinhas”, os “gemidinhos” e a babaquice generalizada:
“Viti pupi, a ombadinha da upi, faqui, puqui, puqui”. Tudo isso proferido num tom que uma criança de 2 anos teria vergonha de usar.
Hmm, difícil, né? Vou dar uma dica pra ajudar na tradução. A raia é uma avenida que tem diversas lombadas para impedir a alta velocidade dos motoristas e consequentes possíveis atropelamentos.
Conseguiu? Se você é um ser poliglota e a resposta foi afirmativa, quero muito dar os parabéns. Se for uma pessoa normal, aqui vai a tradução: “Viti” do nome próprio Vitor. Até aí, tudo bem. “Pupi”, nunca fui capaz de decifrar a onomatopéia. “Ombadinha”, diminutivo de lombada. “Upi”, sigla equivalente da Universidade de São Paulo, também conhecida como USP, com pe mudo, não se esqueça. “Faqui”, terceira pessoa do presente do indicativo do verbo fazer. “Puqui, puqui”, mais uma onomatopéia que alude ao barulho do veículo ao passar sobre o relevo da lombada. Em bom português de gente: “Vitor, a lombada da USP faz...”, me recuso a escrever o resto da frase.Detalhe, o casal que na época era noivo e ALTAMENTE apaixonado, casou logo após a nossa formatura. Casaram, mudaram, tiveram um casal de gêmeos na sequência e também na sequência tiveram separação litigiosa. Ou você esperava outra coisa num caso desses?
Esse assunto veio à tona depois que li o post do meu amigo no ótimo Man in the Box http://www.maninthebox.blogger.com.br/. Nada mais uó do que casal que fica se agarrando no meio da via pública, tipo não-posso-me-conter-até-chegar-em-casa.
Pensando melhor, tem coisa pior, sim. Quando o babado vira o que os antigos costumavam denominar de “tatibitati” e eu chamo de falta de ter o que fazer pura e simples. “Moreco, passa a coquinha pra sua tchutchuzinha? Passo, sim, glubiglubi. Mas só se você me dar um beijinho bem molhadinho bem aqui na frente das criancinhas e dos velhinhos indefesos”.
O que me lembra um episódio patético que vivi na faculdade. Estava eu indefesa (eles adoram pessoas em momentos de fragilidade e minoria), cansada e sem carro quando um desses casais bucólicos me ofereceu uma carona. Ela estudava comigo, tinha 3 metros de altura, 5 metros de cabelo e 1 neurônio e ½. Ele não estudava comigo, tinha ½ metro de altura, nada de cabelo e no máximo 1,6 neurônios. Ela era ocidental. Ele, oriental. O local, a avenida da raia da USP, Alto de Pinheiros, São Paulo capital.
Agora vem o desafio, caro(a) leitor(a). Tente decifrar o que a mocinha proferiu, enquanto eu, no banco de trás, tentava ignorar as “bitoquinhas”, os “gemidinhos” e a babaquice generalizada:
“Viti pupi, a ombadinha da upi, faqui, puqui, puqui”. Tudo isso proferido num tom que uma criança de 2 anos teria vergonha de usar.
Hmm, difícil, né? Vou dar uma dica pra ajudar na tradução. A raia é uma avenida que tem diversas lombadas para impedir a alta velocidade dos motoristas e consequentes possíveis atropelamentos.
Conseguiu? Se você é um ser poliglota e a resposta foi afirmativa, quero muito dar os parabéns. Se for uma pessoa normal, aqui vai a tradução: “Viti” do nome próprio Vitor. Até aí, tudo bem. “Pupi”, nunca fui capaz de decifrar a onomatopéia. “Ombadinha”, diminutivo de lombada. “Upi”, sigla equivalente da Universidade de São Paulo, também conhecida como USP, com pe mudo, não se esqueça. “Faqui”, terceira pessoa do presente do indicativo do verbo fazer. “Puqui, puqui”, mais uma onomatopéia que alude ao barulho do veículo ao passar sobre o relevo da lombada. Em bom português de gente: “Vitor, a lombada da USP faz...”, me recuso a escrever o resto da frase.Detalhe, o casal que na época era noivo e ALTAMENTE apaixonado, casou logo após a nossa formatura. Casaram, mudaram, tiveram um casal de gêmeos na sequência e também na sequência tiveram separação litigiosa. Ou você esperava outra coisa num caso desses?

6 Comments:
uaahahaha
ro-lan-do-de-rir
quem nunca teve seu momento disgusting com gente deste tipo, q atire a primeira pedra
... na cabeça do casal, claro
sim, bem na cabeça do casal!
chorei de rir...
eu o o dani fazemos esse tipo de coisa mas entre nós, chamamos de MODO GLUGLU. Qdo estamos perto das pessoas ou no telefone o modo GLUGLU é desativado.
rs.
tbm odeio ver bjo helicoóptero em público.
esse é o post de blog mais engraçado dos últimos 23 anos!
genial
Hahahahahahahahaha
vc se supera a cada post!
Beijocas carol
Óóóótemo!!
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