Quando o príncipe vira sapo
Tá. Eu sei. Todas nós sabemos. Príncipes não existem (ou princesas, whatever). Mas não é que vire e mexe a gente pensa que urrú, finalmente encontrou um? E é tão bom mandar o cinismo e a descrença verem se a gente tá lá no enforcamento de pistas da Bandeirantes quando vira Anhanguera. Mas, sol nasce, sol se põe e kabum, o príncipe já não parece tão principesco assim e já está assustadoramente semelhante a um súdito qualquer. Beleza, a gente pensa, saímos do delírio, é bom ter um pé na realidade, de perto ninguém é perfeito (mentira, tem uns que de perto são mais perfeitos ainda), o cara é legal, é bom ter companhia pro cinema e pro travesseiro coisa e tal e assim por diante e adiante assim. Porém, todavia, no entanto, não obstante, súdito, sim. Sapo, nunca. Porque mulher nenhuma é obrigada a aprender a coaxar.

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